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Tradução e Interpretação de Libras

O que faz o tradutor e interprete de Libras?

Este profissional Traduz e interpreta para a língua brasileira de sinais (Libras) o que é dito, ou escrito, em língua portuguesa e vice-versa. Dentro da Universidade podemos ter as diferentes formas de atuação:

1.       Sala de aula: Traduz e interpreta as aulas do português para a Libras e vice-versa, auxiliando as interações entre: professor-aluno, aluno-professor e aluno-colegas.

2.       Palestras e eventos: Traduz e interpreta os conteúdos da palestra e/ou eventos para a Libras e vice-versa simultaneamente.

3.       Videoaulas: Analisam o roteiro e o texto que serão usados, buscam em bancos de dados, glossários ou outros profissionais alguns termos que sejam mais bem adequados e expressos em língua de sinais. Grava um vídeo que será mixado ou editado posteriormente. Algumas vezes poderá gravar vídeos testes.

O que o tradutor e interprete de Libras precisa para realizar seu trabalho?

Processar a informação recebida na língua de partida e enuncia-la na língua alvo não se trata de simplesmente converter em sinais cada palavra a um correspondente na língua de sinais. A Língua de Sinais é uma Língua, e não um código.

Para uma boa atuação o tradutor e intérprete são previamente importantes de duas competências: a tradutória e a referencial. A competência tradutória pode ser adquirida em cursos de formação, oficinas, experiências profissionais e complementada com outros recursos. A competência referencial, ou seja, sobre o assunto, os conceitos envolvidos e as intensões do texto ou fala da língua de partida necessita de menor ou maior aprofundamento do profissional para que possa adequá-la a situação.

Desta maneira, seja em sala de aula, palestra, conferencia, vídeo ou videoaulas, disponibilizar o material utilizado e auxiliar os tradutores com ambiguidades ou conceitos mais profundos poderá não apenas facilitar o trabalho, mas contribuir para melhor a qualidade do publico que irá recebê-la.

Como é feita a tradução em aulas, palestras e eventos?

Existem duas principais formas de atuação: a tradução consecutiva e simultânea. Numa tradução consecutiva, o tradutor ouve uma parte das ideias do orador na língua de partida, interrompe, enuncia na língua alvo e novamente o orador mais uma parte da fala e os dois se alternam.  Numa tradução simultânea, “não há interrupções” e as duas línguas são usadas ao mesmo tempo.

Para as línguas orais, há recursos de áudio de FM ou infravermelho, onde as cada uma das línguas é transmitida em canais diferentes simultaneamente. Quando não há este recurso todos compartilham de um único canal de som poderá ser optado pela tradução consecutiva.

Na maioria das vezes, as traduções nas línguas de sinais são simultâneas, pois as línguas em uso são transmitidas por canais diferentes naturalmente: uma é transmitida visualmente e a outra auditivamente. 

Há outras situações onde temos duas línguas de sinais e também uma língua oral e podemos optar pela simultânea e consecutiva ao mesmo tempo. Por exemplo, um palestrante usa Língua Americana de Sinais, um tradutor passa para a Língua Brasileira de Sinais e outro para a Língua Portuguesa falada.

Lembre-se que uma tradução simultânea não necessariamente é uma tradução instantânea. O tradutor e interprete não é dublador para que a cada movimento de lábios se tenha um movimento em língua de sinais. Usualmente podemos dividir a língua de partida em unidades com sentido e para isso ouvimos ou vemos um trecho inteiro antes de começar a transmitir para a língua alvo.

Outra forma de atuação é a tradução sussurrada. Ela pode acontecer quando uma pessoa ou um grupo muito pequeno utiliza a língua alvo, ou seja, a língua a ser traduzida. Por exemplo, se tivermos um evento todo feito em língua de sinais e um pequeno grupo desejarem participar, a tradução e interpretação não precisa acontecer em um microfone aberto, mas este grupo fica próximo dos tradutores e intérpretes e pode ter acesso a língua alvo. Outro exemplo é quando um surdo participa de alguma atividade, feira ou até mesmo palestra, onde o tradutor não está posicionado em um local de grande visibilidade, mas próximo apenas dos expectadores.

Porque vemos em algumas situações dois interpretes revezando?

 O revezamento visa, em primeiro lugar, garantir a qualidade do serviço. O tradutor e intérprete precisa: ouvir, processar e enunciar em outra língua. Este processo demanda um esforço mental muito grande e, diferente dos demais presentes, ele precisa estar atento durante o tempo todo, demandando uma alta concentração. Após 15 ou 20 minutos, esta concentração torna-se difícil de manter. Continuar com dificuldades de concentração poderia comprometer a qualidade do que é transmitido pelo profissional, prejudicando os que necessitam da tradução. Desta maneira, o intérprete é substituído por outro que estava atento e pode continuar sem nenhum prejuízo.

 Chamamos os intérpretes de: Tradutor Atuante e Tradutor de Apoio. Muitas pessoas acreditam que enquanto um interprete esta atuando o outro está descansando. Não é bem assim. O Intérprete Atuante precisa processar muitas informações ao mesmo tempo e está suscetível a erros. O tradutor de Apoio pode acompanha-lo de onde está, consultar notas e auxilia-lo com um simples “cochicho” ou mesmo um “sinal” sobre algum termo, conceito ou equívoco. 

O revezamento acontece apenas em palestras e eventos?

Não deveria. Alguns conteúdos da graduação, pós-graduação e até mesmo extensão são muito complexos e exigem um alto processamento durante a atuação. Muitas vezes, a atuação de um único profissional pode impactar na qualidade dos serviços. Por isso, a Equipe de tradução e interpretação tem estabelecidos algumas prioridades frente às inúmeras demandas.

Quais são as prioridades?

A inclusão de alunos surdos na UFABC tem se mostrado um desafio impar. Em três anos de cotas para pessoas com deficiência apenas um aluno surdo que utiliza língua de sinais conseguiu ingressar. O desafio da inclusão de alunos surdos nas universidades públicas da região metropolitana de São Paulo está envolto de outros desafios que perpassam as condições de acessibilidade com qualidade no ensino básico. Felizmente temos noticias de uma melhoria de condições que precisarão de contínuos investimentos. Desta maneira, a maior prioridade será dada as atividades que visam dar condições de ingresso aos alunos surdos, seguida das atividades do(s) aluno(s) ingressantes e posteriormente, atividades onde há surdos presentes.

As demais atividades poderão ser atendidas desde que não interfiram ou prejudiquem as atividades prioritárias.

Existem Intérpretes de Libras na UFABC? O que fazem e quais são as maiores demandas?

UFABC possuem três servidores concursados como intérprete de língua de sinais. Infelizmente é um numero muito pequeno em relação às demandas de uma Universidade com tantas ambições na inclusão social.

Atualmente os profissionais estão se revezando nas aulas do aluno ingressante e na Escola Preparatória da UFABC, dentre outras atividades.

Existe formação para tornar-se tradutor e interprete de Língua de Sinais?

Sim. Atualmente há formações para ensino médio em cursos de extensão universitária, graduação e pós-graduação. Dentre as graduações, podemos destacar o curso de Bacharelado em Letras Libras da UFSC, UFGD e UFSCAR que tem acesso via ENEM/SiSu.

 

A Equipe de Tradutores e Intérpetes de Libras da UFABC

 

 

 

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