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Publicado: Segunda, 03 Mai 2021 23:25

 

A Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Políticas Afirmativas da UFABC está inaugurando uma série de vídeos que trarão indicações de filmes, livros, peças, ou outros tipos de eventos ou produtos culturais, com temas que representem a diversidade e a inclusão.

Nosso objetivo é que todas, todos e todes possam se identificar nas telas, páginas e palcos, trazendo indicações de obras populares, ou de obras que muitas vezes passam despercebidas no meio da grande oferta de informações que recebemos todos os dias.

Quem traz a dica de hoje é o Wellington, contando um pouco sobre a cerimônia de premiação do Oscar 2021 que se destacou por trazer mais acessibilidade e inclusão, não só para o espaço e transmissão do evento, como também para as indicações ao prêmio, incluindo títulos como "Crip Cramp, a Revolução pela Inclusão" (Crip Camp, a Disability Revolution), "O Som do Silêncio" (The Sound of the Metal) e "Feeling Trought" (ainda sem título no Brasil), além da exibição de "A Coda Story", uma pequena peça publicitária que conta a história de Tony, um filho ouvinte de pais surdos.

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Na noite do domingo, 25 de abril, tivemos a entrega das famosas estatuetas douradas, mas a cerimônia do Oscar de 2021 trouxe mais novidades do que os melhores em cada categoria cinematográfica. Pela primeira vez nos 93 anos de história do prêmio assistimos uma cerimônia preocupada com a acessibilidade e a inclusão.

A cerimônia desse ano, produzida por Steven Soderbergh, Stacey Sher e Jesse Collins, contou com rampas e palco acessíveis, sem esquecer o tapete vermelho, é claro, pelos quais passaram astros como Viola Davis, Harrison Ford e Brad Pitt, mas também ativistas como Judy Heumann, Andraea LaVant e Jim LeBrecht, em suas cadeiras de rodas motorizadas e um cão de serviço.

A organização da cerimônia disponibilizou intérpretes de língua americana de sinais na sala de imprensa, e a transmissão contou com ferramentas como, closed caption e audiodescrição.

Um dos momentos mais interessantes da noite foi a apresentação dos prêmios das categorias documentais, feita diretamente em língua de sinais por Marlee Matlin, única atriz surda a ganhar o prêmio de Melhor Atriz por “Filhos do Silêncio", em 1986.

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A participação de Marlee só não foi mais marcante por uma falha na transmissão da cerimônia, que cortou a imagem bem no meio do discurso que a atriz fazia na língua de sinais. Fica um aprendizado para o ano que vem.

Ainda, aproveitando “a deixa” da acessibilidade, no intervalo comercial da transmissão o público dos EUA assistiu um filme publicitário em que o personagem principal, um estadunidense de origem chinesa que é CODA (filho ouvinte de pais surdos), falou um pouco sobre sua experiência de crescer entre duas culturas, a cultura ouvinte e a cultura surda.

É muito importante que a cerimônia desse ano tenha sido mais inclusiva, e que se mantenha assim nos próximos anos, mas isso não aconteceu por acaso. A visibilidade para as pessoas com deficiência chegou à Hollywood nesse ano por meio da arte. Alguns filmes indicados falam sobre as subjetividades, as lutas, e as vidas cotidianas das pessoas com deficiência. Indicamos três filmes que se destacaram por essa temática e pela qualidade cinematográfica.

O Som do Silêncio”, vencedor de dois Oscars, Melhor Edição de Som e Melhor Montagem, que conta a história de um músico, baterista de uma banda de metal, que começa a perder a audição. Ao longo desse processo acompanhamos seu conflito de autoaceitação e suas primeiras experiências com a cultura surda. O filme está disponível no serviço de streaming Amazon Prime.

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Fundado na década de 50, ao longo das décadas de 60 e 70 o acampamento foi influenciado pela contracultura e pela cultura hippie. Muitos dos adolescentes que se conheceram no acampamento formaram o grupo que mais tarde formulou e militou na campanha pelos Direitos Civis das Pessoas com Deficiência nos EUA. O filme está disponível no serviço de streaming Netflix.

Feeling Through”, ainda sem título em português, que foi indicado ao Oscar de Melhor Curta-metragem em Live Action, que conta a história de Terrek, um rapaz em situação de rua na cidade de Nova Iorque que encontra um homem surdocego, Artie, que pede ajuda tarde da noite.

Robert Tarango que interpreta “Artie” é o primeiro ator surdocego a estrelar um filme, ele tem síndrome de Usher. Robert foi premiado como melhor ator por esse trabalho em vários festivais. O filme está disponível no Youtube.

Bom, agora queremos saber de você. Você assistiu cerimônia do Oscar esse ano? Percebeu alguma coisa diferente? Você já algum desses filmes que indicamos? O que você achou?

Até a próxima!

  

#DescriçãoImagemAcessível: No corpo do texto vemos três imagens: na primeira delas vemos a atriz surda Marlee Matlin; na segunda, o palco da cerimônia do Oscar 2021, com rampas de acesso; na terceira, vemos os ativistas cadeirantes Judy Heumann, Andraea LaVant e Jim LeBrecht com outros membros da equipe do documentário “Crip Cramp, a Revolução pela Inclusão”, acompanhados de um cão guia.

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